Linda Evangelista – Modelo

Linda Evangelista , (nascida em 10 de maio de 1965, St. Catharines, Ontário , Canadá), modelo de moda canadense talvez mais conhecida como rosto da empresa de cosméticos Revlon e da casa de moda Versace.

Evangelista nasceu de imigrantes italianos da classe trabalhadora. Seu pai trabalhava como operário da fábrica de automóveis americana General Motors Corporation . Tendo demonstrado um forte interesse em moda, Evangelista estava matriculado aos 12 anos em uma escola de modelos local. Posteriormente, ela participou do concurso de beleza Miss Teen Niagara de 1978. Embora ela não tenha vencido, ela ganhou a atenção de um agente de talentos da Elite Model Management – uma das principais agências de modelos do mundo.




Linda Evangelista , (nascida em 10 de maio de 1965, St. Catharines, Ontário , Canadá), modelo de moda canadense talvez mais conhecida como rosto da empresa de cosméticos Revlon e da casa de moda Versace.


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Linda Evangelista

FATOS RÁPIDOS


NASCERMOS10 de maio de 1965 (54 anos)
Saint Catharines , Canadá

Evangelista nasceu de imigrantes italianos da classe trabalhadora. Seu pai trabalhava como operário da fábrica de automóveis americana General Motors Corporation . Tendo demonstrado um forte interesse em moda, Evangelista estava matriculado aos 12 anos em uma escola de modelagem local. Posteriormente, ela participou do concurso de beleza Miss Teen Niagara de 1978. Embora ela não tenha vencido, ela ganhou a atenção de um agente de talentos da Elite Model Management – uma das principais agências de modelos do mundo.

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Em busca de uma carreira de modelo profissional, Evangelista se mudou para Nova York e em 1981 assinou com a Elite. A agência a enviou para Paris em 1984, e ela ganhou reconhecimento da indústria quando apareceu na capa da edição francesa da principal revista de moda Vogue(Setembro de 1987). No mesmo ano, aos 22 anos, casou-se com Gerald Marie (divorciado em 1993), chefe da filial da Elite em Paris. Em 1988, o melhor fotógrafo Peter Lindbergh convenceu Evangelista a cortar o cabelo em uma simples colheita de menino – que contrastava fortemente com os estilos longos e glamourosos que estavam em voga. Inicialmente, essa mudança provocou o cancelamento de sua performance nos principais desfiles da temporada, mas em poucos meses ela estava de volta às cobertas – exibindo seu novo penteado – e provocou uma tendência global. Evangelista continuou a alterar drasticamente o corte e a cor do cabelo para se transformar na câmera e logo foi batizada de “camaleão”. Notável por sua semelhança com a atriz italiana Sophia Loren , Evangelista se tornou o novo rosto de Versace (1989) e Revlon (1990) e foi nomeado um dos povos da revista “50 Most Beautiful People” (1990).

Evangelista foi posteriormente apresentado com colegas modelos Naomi Campbell, Cindy Crawford , Tatjana Patitz eChristy Turlington na capa da British Vogue (janeiro de 1990). O agrupamento de várias principais modelos atraiu uma atenção significativa e elas foram escolhidas para aparecer novamente na cantora popA liberdade de George Michael ! Videoclipe de 90 ” . A estilista Gianni Versace, por sua vez, contratou Evangelista, Campbell, Crawford e Turlington para caminhar juntos pela passarela do vídeo em seu desfile de alta costura de 1991, que provocou aplausos da platéia. Muitos profissionais do setor acreditam que o evento tenha marcado a estréia oficial do “supermodelo ”- uma modelo de moda que aparece simultaneamente nas capas das principais revistas de moda do mundo e é reconhecida globalmente apenas pelo primeiro nome. Evangelista apareceu com outros modelos no vídeo “Too Funky” de Michael no ano seguinte.

Quando o fenômeno das supermodelos começou a surgir, Evangelista estava na vanguarda de um pequeno grupo de modelos – conhecidos na indústria como “os supers” – que se tornaram celebridades em todo o mundo, dominando cada vez mais as passarelas da moda e a mídia global. A cantora americana RuPaul capturou o fenômeno na música de sucesso de 1993, intitulada “Supermodel”, que mencionava as principais modelos do ano – incluindo Evangelista, Campbell, Crawford, Claudia Schiffer, Turlington e Niki Taylor – apenas pelo nome. Evangelista, Campbell e Turlington eram regularmente contratados como um trio para algumas das tarefas mais premiadas e logo eram conhecidas por si mesmas como “a santa trindade”. Evangelista tornou – se notório por suas observações muitas vezes controversas – talvez as mais famosasVogue , “Nós não acordamos com menos de US $ 10.000 por dia”.

Evangelista apareceu nos documentários de moda Unzipped (1995) e Catwalk (1996). Em 1997, recebeu o Lifetime Achievement Award do setor, apresentado em conjunto pela Vogue e pela rede americana de televisão a cabo VH1.

O final dos anos 90 marcou o fim da era das supermodelos. Evangelista recebeu uma estrela na Calçada da Fama do Canadá em Toronto (2003) e foi destaque na exposição do Museu de Arte Metropolitana de Nova York “O modelo como musa: incorporando moda” (2009), que exibiu os modelos que simbolizavam a moda durante o século XX .

Evangelista percorreu as passarelas das melhores casas de moda do mundo, incluindo Chanel e Hermès. Ela continuou a ser modelo das principais marcas do mundo, incluindo a grife Prada e a L’Oréal.

O mistério de João Gilberto é revelado outra vez

Em ‘João Gilberto Live in Tokyo’, lançado em março, os japoneses tomaram para si a responsabilidade de preservar a experiência estética do velho mestre em suas últimas lições

In Tokyo, o álbum de João Gilberto gravado ao vivo em 2003 na capital japonesa, destacava-se na discografia do artista não somente pela maturidade das interpretações, mas também pela qualidade do registro sonoro. Há nesse álbum o encontro feliz entre o vigor de um João Gilberto realizado e o rigor meticuloso da captação executada pelo engenheiro de áudio Ken Kondo, auxiliado pelo diretor de palco Toshihiko Usami. Ambos passaram a trabalhar com o artista que, desde então até seus últimos concertos, em 2008, colocou-os como cláusula contratual para suas aparições. Seria esse o registro definitivo do balanço entre sons e silêncios que envolvia a mítica da perfeição almejada por João Gilberto.

É possível que João tenha se dado por satisfeito com o arco de obstinada arquitetura traçado entre Chega de Saudade, que, segundo Tom Zé, fora um prodígio da captação técnica nos idos de 1959, e o álbum In Tokyo, lançado em 2004. Contudo, um novo registro, agora em vídeo, de dois concertos feitos três anos depois, em 8 e 9 de novembro de 2006, no mesmo Tokyo International Forum, surge para ampliar a compreensão do alcance e da dimensão extraordinária da arte de João Gilberto. Lançado nos cinemas das três maiores cidades japonesas — Tóquio, Osaka e Nagoia — em março deste ano de 2019, e posteriormente comercializado com exclusividade para o mercado japonês em edição limitada e de luxo no formato Blu-ray, o filme João Gilberto Live in Tokyo, dirigido por Yutaro Mimuro estabelece um novo marco na obra de João, revelando novo ponto culminante do artista em sua esplêndida trajetória. O que se vê nas imagens ora reveladas é não menos que sublime.

O filme registra o canto do cisne de João Gilberto. Aos 75 anos de idade, sua obstinada busca estética encontra nessas apresentações o zênite de sua depuração. Na expressão de Carlos Drummond de Andrade, poeta tão caro ao músico, o que o filme revela é a própria “máquina do mundo” se entreabrindo, frente a um artista “semelhante a essas flores reticentes, em si mesmas abertas e fechadas”. Nos registros dos concertos derradeiros, em 2008, seu longevo vigor já declinara. Sua breve aparição em celebração aos 50 anos da Bossa Nova, com passagens por São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, foram, sabemos hoje, sua despedida dos palcos — com direito a um inusitado chamado, publicado a pedido do artista em jornal, para que amigos que não sabia mais como encontrar comparecessem à bilheteria; haveria ingressos para eles. Aos 77 anos, o intérprete já não sustentava, nos dedos e nas cordas vocais, a mesma força muscular necessária à precisão de artífice que caracterizou sua criação. Assim, com elegante discrição, seus concertos finais são de certa forma uma generosa despedida de quem parecia saber ter chegado a hora de descer o pano. A famigerada turnê dos seus 80 anos, cercada de contraditas, tumultos e desacordos, foi declinada pelo artista. A ameaça de um retorno, aliada à sua notória reclusão, alimentou a vã esperança por uma “saideira” que poderia ter sido e que não foi, abrindo uma torrente de falsas expectativas por novas aparições que a idade, antes mesmo de seu desaparecimento, tratou de afastar para nunca mais. Seu público, os jornais e até mesmo o sistema de Justiça (que tardou e falhou com João) pareciam não aceitar que, um dia, o músico também teria o direito à sua aposentaria.

No show de 2006, em Tóquio, porém, temos o João dos palcos por inteiro, na medida em que a tecnologia nos permite tê-lo ainda entre nós. E nele podemos observar sua joalheria musical tomando as câmeras por lupas, que isolam e ampliam detalhes de seu rosto, sua boca, seus dedos e o violão. A fotografia e edição das imagens apresentadas em Full-HD convidam à inspeção microscópica da laboriosa performatividade do intérprete. A montagem das imagens é meticulosa, e revela o momento preciso de cada protagonismo distribuído entre as partes — voz e violão — como o ataque dos dedos nas cordas do instrumento e o complexo movimento de um canto concentrado nos músculos da face e seus lábios de ventríloquo. É possível medir a espessura de suas unhas, contar as ranhuras no tampo do violão, ler o selo Di Giorgio dentro da boca do instrumento — lembrando que o mais internacional dos artistas brasileiros, podendo optar pela mais sofisticada luthieria do mundo, escolheu um pinho de fabricação nacional para acompanhá-lo. A certa altura, com o artista entregue à canção, a câmera fecha no rosto para seguir o lento percurso dos óculos a caminho da ponta de seu nariz. Algo mínimo, mas que em meio à performance de João gera imensa tensão. Cai, não cai? E ele cai. No momento final da canção, o músico é retirado do seu transe pela queda dos óculos sobre sua boca. Em uma fração de instante, João retoma a nota perdida e oferece mais um compasso à canção, como se tirasse o chapéu em mesura após um tropeço. João magnifica os detalhes. A zona proximal criada pelas imagens, juntamente com a impecável captação sonora, realiza a vocação utópica da tecnologia por recriar algo da experiência viva da performance situada em outro tempo e espaço.

A inclusão de músicas raramente visitadas no repertório tradicional de suas apresentações ao vivo também se faz notar. É o caso de Águas de março, composta por Tom Jobim em 1972 e gravada no calor da hora por João em seu mítico álbum branco de 1973. Outra raridade no repertório é Treze de ouro, de Herivelto Martins e Marino Pinto, que o artista manteria no set list de 2008. A primeira grande surpresa fica a cargo de Pica-pau, marchinha de Ary Barroso gravada em 1941 pelo grupo vocal Quatro Ases e um Coringa, que imediatamente vem somar aos patos, marrecos, lobos-bobos e sapos do bestiário joãogilbertiano. Em meio a um repertório de canções tão familiares, embora sempre redimensionado a cada execução, o surgimento de um tema “novo” é capaz de vidrar o espectador. Neste caso, ainda, a interpretação minimalista consegue transpor para o palco a própria vivacidade do carnaval de rua. Surpreende também a inclusão de Bim-bom, canção-manifesto da estética bossa-novista lançada em 1958, destaque entre o reduzido número de composições próprias do artista, e que não se sabia apresentada ao vivo havia cerca de 40 anos.

Ninguém entendeu melhor o que estava em jogo nas apresentações de João Gilberto do que o Japão. Os japoneses tomaram para si a responsabilidade de preservar a experiência estética — e por que não dizer mística? — do velho mestre em suas últimas lições, tratando-as com o devido apuro técnico e uma apreciação particular pelas dinâmicas que habitam o silêncio e o vazio. O filme João Gilberto Live in Tokyo não explica, ele antes revela ainda outra vez o mistério de João. No anedotário das excentricidades que circundavam o gênio recluso, refratário às demandas da sociedade do espetáculo, conta-se que os aplausos finais nos concertos feitos na Terra do Sol Nascente chegavam a algo entre 25 e 45 minutos de ovação ininterrupta. O tempo se dilata, é relativo, na presença de João Gilberto.

Ao Japão, a porção do Brasil ciente do que perdeu com a partida de João Gilberto já pode responder com sua mais profunda gratidão pelo presente ofertado: a possibilidade do reencontro com um de seus maiores artistas. Arigato gozaimashita!

Olivier Rousteing: ‘A moda é racista’

Único negro à frente de uma grife de luxo, o estilista francês, chamado de ‘vulgar’ pelos rivais, fez o lucro da Balmain ir de 24 para 150 milhões de euros

Com apenas 25 anos, Olivier Rousteing foi contratado como estilista da Balmain, grife fundada em 1945 para atender a elite parisiense no pós-guerra. Sua moda sexy, com roupas justas, cheias de recortes, foi massascrada pela crítica especializada, que achou tudo muito vulgar. Em oito anos, porém, o jovem estilista viu crescer o lucro da empresa de 24 para 150 milhões de euros anuais. Rousteing ainda conquistou clientes como Kim Kardashian, Beyoncé e Rihanna. E ele se tornou o estilista mais badalado no Instagram, com 5,4 milhões de seguidores. Negro criado por pais adotivos brancos em Bordeaux, cidade francesa onde foi abandonado, aos 7 dias, em um orfanato, Rousteing, hoje com 33 anos, é o primeiro e único estilista negro no comando de uma grife feminina de luxo. Comprada em 2016 pelo fundo Mayhoola for Investments, controlada pela família real do Qatar, também dono da marca Valentino, a Balmain abre lojas em grandes capitais do mundo – a exemplo de São Paulo, onde Rousteing, amigo pessoal de Neymar, virá para uma festa no fim de agosto.

O senhor é o único estilista negro no mercado de luxo. Como vê essa ausência de diversidade? Vejo com muita tristeza. Muitos analistas apontam que revolução da moda virá com a tecnologia, com tecidos que carregam o celular, ou feitos de materiais biodegradáveis. Tudo isso é importante, claro, mas antes há algo muito mais urgente para resolver: a moda precisa deixar de ser arcaica e racista. Eu não mostro apenas roupa, mas uma nova maneira de ver o mundo. Não adianta uma marca colocar três modelos negras na passarela, em um total de oitenta meninas, para mostrar diversidade. Há diversidade no time de criação ou vendas? Não? Então não passa de marketing. Certa vez, pedi ao dono de uma agência de modelos de Paris que me apresentasse mais modelos negras, e ele simplesmente não as tinha no seu elenco. Alegou que grifes e revistas não solicitavam negras.

Em 2018, a Dolce & Gabbana pediu desculpas por fazer um vídeo promocional visto como xenofóbico por debochar de uma mulher chinesa tentando comer massa italiana com hashi. Qual sua impressão a respeito? Isso jamais aconteceria na Balmain, onde temos de fato um time diverso, com japoneses e iranianos na equipe. Esse caso ocorreu porque a marca não é verdadeiramente diversa, não entende o outro. Não adianta uma grife usar a diversidade para fazer propaganda sem que isso seja genuíno. Uma hora, a verdade vem.

O senhor já foi vítima de racismo? Para começo de conversa, nunca fui vítima de nada. Já passei por experiências racistas ao longo da minha jornada, e posso garantir: o pior racismo não surge por parte daqueles que nos olham torto, mas, sim, de quem está ao lado, em silêncio, julgando tudo, sem fazer nada.

“Não adianta a grife colocar três modelos negras em um total de oitenta na passarela. A empresa tem diversidade na sua equipe de criação? Se não, tudo não passa de uma ação de marketing”

O senhor poderia dar um exemplo? Desde muito pequeno eu lutei para me reconhecerem como um cidadão francês. Na infância, era possível notar pessoas me olhando e pensando: “você é um garoto negro, mas seus pais são brancos”. Isso ficou gravado na minha memória e alma. Quando cursei faculdade de direito, escutei comentários de que era um grande feito um negro se tornar advogado. Nunca vi um branco escutar algo assim. Esse tipo de pensamento mostra, na verdade, um racismo intrínseco por parte de quem fala.

Recentemente, marcas como Prada, Versace e Gucci anunciaram não mais usar pele de animais em suas coleções. Como vê esse posicionamento? Eu me pergunto se as empresas têm tomado essa decisão por novos valores genuínos e amor aos animais ou porque o mercado pede. O mundo está mudando para melhor. Está na moda ser do bem. Nos anos 90, por exemplo, sabíamos que o chique era usar casacos de pele e ter atitudes arrogantes. Era aceitável ostentar e destratar as pessoas. Hoje isso não tem o menor cabimento. Para não perderem o curso do tempo, algumas grifes acordaram e decidiram ficar boazinhas. É um movimento importante, claro, porém não sei se genuíno. Eu estou dentro disso, não uso pele de animal selvagem em minhas coleções e penso em alternativas ao couro de vaca. Mas é preciso ter coerência. Se o estilista não apoia matar animais para fazer casaco, deveria considerar terrível também comer carne.

O senhor come carne vermelha? Fiquei perturbado vendo documentários sobre massacres de animais. Há dois meses, não coloco carne na boca.

O senhor assumiu a Balmain em 2011, quando a marca tinha perdido projeção e apelo de público e contava com uma única butique, em Paris. Como fez o faturamento da Balmain passar de 24 para 150 milhões de euros ao ano? A única forma de responder é falando do meu amor pela mulher. Desenho roupas pensando em deixá-la linda para ela mesma, não somente para o olhar dos homens. A mulher se identificou com meu estilo sexy, poderoso, com recortes – um estilo que espelha o que elas querem: se sentirem poderosas. Vejo o movimento feminista como algo fundamental. Hoje, temos a noção de que se a mulher quiser usar um vestido curto, provocativo e com pele à mostra, isso também é parte do movimento e não se deve julgá-la. Nenhuma mulher de estilo diferente está excluída. O crescimento veloz da Balmain se deu por esse reconhecimento entre mim e as clientes ao redor do mundo, por eu estar perto delas e entender o que querem. O estilista não é mais um ser distante e longe da realidade. Não impõe nada, existe uma troca.

Como é sua estratégia de mercado? O lucro da empresa não chega porque viajo para tomar champanhe com as clientes, mas por que sei escutá-las e fazer boas peças. Um vestido que sai bastante em Los Angeles pode não ter apelo no Japão, mas não crio coleções para países diferentes: eu me certifico de que a coleção é grande o suficiente para atender toda a clientela. Não fazemos escalas enormes porque a matéria-prima é muito cara e temos de criar desejo. Entre roupas e acessórios, eu e meu time criamos 10.000 itens diferentes por ano. Daí precisar trabalhar das 9 da manhã às 10 da noite, todos os dias. Assumi a Balmain com uma loja, em Paris. Hoje são 35 butiques. Mas quero muito mais, evidentemente.

Com 5,4 milhões de seguidores no Instagram, o senhor é estilista com mais apelo em rede social. Como isso começou? De forma natural. Na coleção de 2014, contratei a Rihanna para estrelar a minha campanha e comecei a ficar amigo de Kim Kardashian e outras pessoas fortes. Conheci Kim em uma festa de gala em Nova York e três dias depois ela estava no meu ateliê francês fazendo pedidos. A força da minha rede social vem da identificação de valores entre mim, minhas clientes e o público: não acreditamos em um mundo racista, arcaico, metido e conformista. E, claro, questiono o sistema da moda. Eu não acredito que a quantidade de curtidas importe. Importa, isso sim, a discussão que um post levanta. Não convido para os meus desfiles influenciadoras baseado em suas curtidas. Elas precisam ter algo a dizer. Aliás, número de seguidores de alguém também não me interessa. Tem meninas com um batalhão de fãs, mas não sabem converter isso em valores e vendas para a marca.

“Adoro ver cópias por aí. Vamos ser claros, nem todo mundo pode pagar por uma bolsa ou vestido Balmain. Gucci e Prada também são copiados. Estou em boa companhia”

Falando em desfiles de moda, eles ainda são importantes na era da redes sociais? Sim, são fundamentais, mas não da forma como vemos hoje. Há a opção de convidar os editores, as celebridades e os compradores para a apresentação e fazer uma live para o mundo todo ver. Mas esse formato já é antigo. Vejo os desfiles como shows de rock, e talvez uma fórmula seja passar de 500 para 10.000 convidados, e quem sabe fazer uma turnê mundial, em várias capitais. O impacto seria muito maior. Veja uma constatação: no passado recente, as pessoas aplaudiam o estilista ao final da coleção apresentada. Hoje, não escutamos uma palma sequer na sala porque todo mundo está gravando para postar em rede social. Já que estão ali para produzir conteúdo, por que não darmos algo a mais?

Aliás, muitos concorrentes o criticam por se comportar como uma estrela de rock. Eu trabalho treze horas por dia, todos os dias. Estou sempre na estrada para conhecer a clientela. Desenho duas coleções tradicionais, de 1.200 peças cada, mais duas coleções resort, de 500 peças cada. Isso fora os acessórios, a coleção infantil e a masculina. Multipliquei o lucro da Balmain inúmeras vezes, o crescimento da marca segue altíssimo e com planos de abrir lojas em diversos países. Se as pessoas se identificam comigo e com a voz que criei, ótimo. O estilista precisa decidir se quer se aclamado pelos críticos, que muitas vezes não definem o sucesso de uma coleção, ou pelo público em geral.

Como foi assumir uma grife de luxo com apenas 25 anos de idade? Complexo. Quando se tem uma herança a preservar, é necessário satisfazer os críticos e, ao mesmo tempo, atrair novos clientes sem assustar os antigos. Eu tentei agradar a todos no começo, até me dar conta que eu tinha de me agradar também. O que a elite da moda adora não vende necessariamente. Se tivesse seguido o que me pediram, eu teria sido demitido após apresentar três coleções.

O senhor produz vestidos colados ao corpo e com muita pele à mostra e tem clientes como Kim Kardashian e Beyoncé. Como vê a críticas de que seja “vulgar”? Já me chamaram de vulgar por causa das escolhas que faço de modelos e por minhas amigas. Agora, o estilista que escala meninas loiras e de olhos azuis para seus desfiles, e faz essas roupas largas e usando tecidos como neoprene, é vistos como supermoderno. Não concordo. Mas não ligo para rótulos. Já vivi coisas muito piores em minha jornada. Quando meus pais decidiram adotar uma criança negra em Bordeaux, nem meus avós entenderam direito. Hoje, quando alguém me chama de vulgar pelas minhas roupas, pelas minhas amigas ou por postar algumas selfies, eu não me importo.

As peças da Balmain estão entre as mais copiadas e falsificadas do mundo. O que sente quando vê uma fake pela rua? Eu adoro ver as cópias por aí. Vamos ser claros, nem todo mundo pode pagar por uma bolsa ou vestido Balmain – mas todos podem sonhar com essas roupas e acessórios. Então, para ser honesto, me sinto honrado ao ser copiado. Quem é copiado no mercado? Louis Vuitton, Gucci, Prada. Estou em boa companhia.

Fernanda Young morre aos 49 anos em São Paulo

Atriz, escritora e roteirista sofreu crise de asma e parada cardíaca.

A atriz,escritora e roteirista Fernanda Young morreu na madrugada deste domingo (25), em São Paulo. Ela, que tinha 49 anos, estava no sítio da família, em Gonçalves (MG), quando sofreu uma crise de asma seguida de parada cardíaca e não resistiu.

O corpo de Fernanda será velado a partir das 13h no Cemitério de Congonhas, em São Paulo, Já o enterro está previsto para ocorrer às 16h no mesmo local.

Young viveria um casal gay com a atriz Fernanda Nobre, 35, na peça “Ainda Nada de Novo”, com estreia programada para o dia 12 de setembro. Ela, que nasceu em Niterói (RJ), iniciou sua carreira na TV em 1995, na série “A Comédia da Vida Privada”, onde adaptou textos de Luis Fernando Verissimo. O trabalho foi feito em parceria com o marido, Alexandre Machado, e foi exibido pela Rede Globo. Já seu primeiro livro, “Vergonha aos Pés”, foi lançado no ano seguinte, pela editora Objetiva.

Seus trabalhos de maiores sucessos foram as séries “Os Normais” e “Minha Nada Mole Vida”, ambas exibidas na Rede Globo e das quais foi roteirista.

Young também produziu os roteiros de “Os Aspones” e “O Sistema”, além de ser autora de 14 livros, entre eles, “Pos-F”, “Estragos” e “A mão esquerda de vênus”.

Anitta elogia Pabllo Vittar: “Ela canta melhor que eu”

Anitta elogia Pabllo Vittar

Na web, cantora explica declaração à revista inglesa na qual rasga seda à parceira de ‘Sua Cara’ e fala sobre bissexualidade

Em entrevista à revista inglesa DazedAnitta elogiou Pabllo Vittar, com quem ela se desentendeu por questões financeiras, após as duas gravarem o clipe “Sua Cara’, em 2017.  “Eu a convidei para mostrar às pessoas: ela canta bem pra c* – melhor que eu, na verdade – ela dança, é super legal, é linda e é uma drag queen e merece respeito”, disse a cantora à publicação ao falar sobre a visbilidade da comunidade LGBTQIA+ em seus trabalhos.

A declaração viralizou na web, e Anitta mais uma vez se posicionou sobre o assunto, ao comentar um post de Hugo Gloss no Instagram .

“Sincerona! Nossa musa Anitta contou, em entrevista ao site britânico Dazed, os motivos por trás do convite para Pabllo Vittar participar de “Sua Cara””, dizia o texto do blogueiro. A cantora logo tratou de explicar a situação. “Nós não somos mais amigas. Mas não significa que vou negar as qualidades como artista e o que representa que eu já achava antes, que foi o que me fez chamar pra trabalhar juntas”, avisou Anitta.

A revista traçou um perfil de Anitta, contando como a namorada de Pedro Scooby trabalhou para ter uma carreira internacional, fazendo parcerias com nomes como MadonnaMajor Lazer AlessoSnoop Dogg e Swae Lee. “Eu gosto de mudar as coisas.  Meu negócio não é apenas fazer música para as pessoas se divertirem e dançarem. Eu gosto de fazer as pessoas discutirem as coisas e pensarem diferente”, afirmou Anitta explicando o porquê de chamar Pabllo para se juntar à lista de suas parcerias musicais.

“Eu tenho um grande público LGBT, e eu sou bissexual – mas quando você me vê, se eu não disser que sou bissexual, eu não tenho a representação física da comunidade LGBT. É diferente quando você é uma drag queen. Eles não são tratados com seriedade ou como pessoas talentosas. Então, quando convidei Pabllo, a ideia era educar as pessoas sem que elas sentissem que estavam sendo educadas. Foi super indireto”, disse ela.

Até a decisão de filmar ‘Sua Cara’ no Marrocos, onde é ilegal ser gay, foi pensando nisso, segundo Anitta. “Eu escolhi um país muito conservador para juntar essas duas culturas muito diferentes. Quando estávamos filmando o vídeos, as pessoas perguntavam: ‘Nossa, o que está acontecendo?'”, lembrou a cantora. “Essa era a minha ideia – não criar polêmia, mas fazer com que as pessoas debatessem as coisas. É a mesma coisa quando eu beijo uma menina em um vídeo. É para dizer ‘olha, isso é natural e você precisa tratar isso como algo tão natural quando você vê um homem e mulher se beijando”, afirmou a estrela.

SETENTA MIL DÓLARES
A briga entre Anitta e Pabllo teria começado justamente por causa de Sua Cara. Segundo a biografia de Anitta, ela teria pago US$ 70 mil no vídeo, mas Pabllo teria cobrado R$ 40 mil para participar da festa Combatchy, organizada por Anitta. “Pago os quarenta mil e você paga a sua parte dos setenta mil dólares que eu gastei no clipe”, teria retrucado Anitta em um  áudio vazado na web.

Anitta e Pabllo Vittar gravaram o clipe da música Sua Cara em 2017Reprodução

Todo o clipe foi filmado em Marrocos Divulgação

Nego do Borel é condenado a pagar R$ 20 mil para motorista que teria sido zombado por ele

O cantor Nego do Borel, 27, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 20 mil, por danos morais, a um motorista da Uber que afirma ter sido zombado pelo músico durante uma corrida realizada em janeiro do ano passado. O cantor recorreu da decisão, que segue em andamento na Justiça de São Paulo. 

A juíza Claudia Akemi Okoda Oshiro Kato, da 4ª Vara Cível de São Paulo, acolheu parcialmente o pedido do motorista, afirmando que “o réu, não só utilizou sem autorização a imagem do autor para fins econômicos, como também lhe ofendeu a moral ao lhe dirigir expressões de gosto duvidoso e de maneira pública e desrespeitosa”. 

No processo, o motorista Wellington de Oliveira Gomes afirma que a corrida, realizada em 31 de janeiro de 2018, foi iniciada normalmente. Borel e ele teriam então iniciado uma conversa e que, entre um assunto e outro, o cantor passou a zombar e proferir insultos contra o motorista, fazendo imagens, depois postadas no Instagram. 

O motorista afirmou ainda que algumas pessoas de seu convívio visualizaram tais imagens e as replicaram em grupos de WhatsApp colocando-o em situação vexatória e humilhante. Por conta disso, ele pediu indenização de R$ 30 mil pelos danos morais, R$ 10 mil pelo uso de sua imagem e ainda uma retratação pública

Os advogados de Nego do Borel contestaram, mas a juíza concluiu que a ação do cantor teve “inegável e elevado potencial para causado vergonha, indignidade, tristeza e sofrimento ao autor” e determinou indenização de R$ 20 mil. Ela, porém, julgou desnecessária a retratação pública, já que a indenização tem valor de reparação integral. A defesa do músico recorreu da decisão. Procurada, sua assessoria disse que o processo ainda está em curso e que Nego do Borel não se pronunciará. 

“Os vídeos que o cantor publica em suas redes sociais sempre buscam descontrair os envolvidos e seus seguidores. As filmagens jamais são publicadas com a intenção de submeter quem quer que seja a qualquer constrangimento”, afirmou nota divulgada por sua assessoria. 

Essa não é a primeira polêmica em que Nego do Borel se envolve. Em fevereiro, ele recebeu críticas após responder a um comentário da travesti Luísa Marilac, 41, nas redes sociais chamando-a de “homem gato”. Um dia após o ocorrido, ele gravou um vídeo se desculpando.

“Às vezes eu faço umas brincadeiras sem noção e que acabam machucando as pessoas, mas não é o que eu quero. Estou fazendo de tudo pra aprender e melhorar mais todo dia”, disse o artista na época, tendo sido vaiado durante uma parceria com Anitta, 26, no Carnaval do Rio.